terça-feira, 3 de novembro de 2009

Atentados nos aeroportos

Excelentíssimas Entidades Responsáveis pela Segurança nos Aeroportos,

A falta de bom senso nas vossas medidas de segurança preocupa-me. Desde que um célebre senhor chamado Bin Laden se lembrou de 'mandar' um ou outro avião contra umas torres, com a facilidade com que uma criança de 5 brinca com Lego, que parece que abriu a 'caça ao cigano' nos aeroportos.
Entre as várias tentativas de prevenir o terrorismo, gostava de falar um bocadinho da de terem imposto um máximo de 100ml nos frascos a transportar dentro da bagagem de mão. Isso, por si só, parece-me um bocado ineficaz no combate ao que quer que seja, mas afinal de contas, já existem recipientes próprios para transportar líquidos nos aviões e existem alternativas para os prevenidos passageiros. Agora imaginem que uma certa pessoa chega atrasada ao aeroporto e, quando chega aos portões de segurança, está uma fila de cerca de 150 pessoas (o que não ajuda muito à questão do atraso, mas até vai andando relativamente depressa e, ao fim ao cabo, essa certa pessoa pode até ir apanhar um avião da Easy Jet, que segundo consta, dividem os passageiros pelo alfabeto inteiro (que nem ovelhas) e portanto, não têm propriamente fama de serem pontuais. O problema estaria quando essa mesma pessoa, chegando aos portões de segurança e depois de ficar quase em cuecas, ainda é revistada algumas cinquenta vezes, com todos os recursos possíveis para o efeito, não vá ter alguma coisa escondida no... Bom, enfim. Depois disso, ainda há um senhor colado num ecrã que avisa o colega da existência de líquidos numa das malas. A dita pessoa, consciente do nível de sorte que alguns dias têm, avisa logo que realmente tem líquidos consigos, mas todos menor a 100ml. Afinal de contas, a última coisa que se quer é perder tempo com algo que já é certo e sabido. O que já não é certo e sabido, pois apenas teria sido instaurado uma semana antes, é que também é preciso colocar todos os frascos com líquidos dentro de um saco selado (que seguramente prevenirá qualquer tentativa de sabotagem no avião. Afinal de contas, os sacos selados não são bem do tempo do McGuyver. Como é evidente, o aeroporto tratou desta logística e colocou uma máquina que disponibiliza sacos selados, que se situa a 5m dos portões de segurança. Porém, para azar dessa mesma pessoa, e proveito do aeroporto, é necessária 1€ para retirar um mísero saco da dita máquina (o que, diga-se de passagem, só acontece em Portugal) e uma moeda de 1€ é coisa que essa pessoa não tem. Não sei o que é pior, se ter que dar 1€ por um saco de plástico, se uma medida que foi instaurada 1 semana antes vir acompanhada de uma taxa. E como o bom senso dessa mesma pessoa lhe diz que um fim-de-semana em Madrid é mais importante que meia dúzia de produtos de higiene, esses mesmos acabam no lixo junto de um funcionário que se esqueceu que o seu papel era facilitar moedas em troca de notas aos passageiros. Mas à incompetência já nós estamos habituados...

Depois de imaginarem isto tudo (e estou certo que, com todo este esquema, a vossa imaginação dá para tanto), imaginem que tudo isto se passava não comigo, um mero e inofensivo passageiro, mas sim com um senhor de turbante, que embora passe por mero, de inofensivo terá muito pouco. E que esta mensagem vos chegaria não pelos habituais meios de comunicação ou correio normal, mas por pombo-correio. Ao estilo árabe, actual e daqueles que explodem. E tudo isto porquê? Não por regozijo meu em imaginar toda esta resolução para a vossa parte, mas porque os vossos sistemas de segurança, assim como os funcionários que os exercem, não só são miseráveis, como são incapazes de distinguir perigo real, de comuns objectos do dia-a-dia. E, a meu ver, as mesmas pessoas que parecem continuar a fazer estragos aqui e ali, vão continuar a fazê-lo sem licensa. E muito menos com perdão. Um saco selado poderá ser, na melhor das hipóteses, um motivo de gargalhada numa última ceia. Não mais.

Pelo meio, vão sofrendo as mesmas pessoas que, curiosamente, sustentam esta indústria mas, infelizmente, não lucram com as medidas nos aeroportos nem com a construção de novos.
E do ponto de vista dessas mesmas pessoas (sendo eu, inevitavelmente, uma delas), os únicos atentados são os exercidos pelos governos e instituições "responsáveis". Mas também, esses viajam em aviões privados...

Com os melhores cumprimentos,

Francisco Saalfeld


P.S. Vejam lá se pela altura do Natal, já que se trata de uma época festiva, oferecem uns walkie-talkies aos vossos eficazes funcionários, podia ser que não pedissem o cartão de embarque três ou quatro vezes num espaço de 100m. Ou se calhar um curso de formação chegava, mas também não quero pedir muito, sempre ouvi dizer que quem se porta mal, não recebe presente.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

As ruas de Lisboa

Estava no meu caminho para casa e senti-me um bocado perdido e eventualmente algo confuso. Vinha da casa de um amigo meu em Birre (I wonder where this came from) e entrei em Lisboa pelo túnel, no Marquês de Pombal. O que faz sentido, as portas da cidade serem guardadas por um dos nossos. Subi a Avenida Fontes Pereira de Mello, onde o mesmo se ria com tamanhas condições, passei ali pela Praça Duque de Saldanha (que pelos vistos tem o nome só porque sim) e segui pela Avenida da Nossa República.

Até aqui tudo bem, senti-me em casa e as coisas até faziam sentido. More or less. O problema é que continuei a andar e eventualmente virei ali à direita, em direcção ao Técnico. Conduzi um bocadinho pelo meio daquele labirinto e percebi que aqueles objectos não eram estátuas, mas sim mulheres. E da má vida. E que aquilo não era um labirinto, mas sim qualquer sítio de pior nome e cujo lugar será em muitos lugares, mas não neste texto. Eventualmente cheguei a uma zona com mais luz e percebi que estava na Praça de Londres. E foi aí que a confusão começou. “Bom, tudo bem”, pensei eu para mim. Mas passados alguns 200m virei à direita e entrei na avenida de Paris. E a coisa aí azedou. Então mas eu estava na má vida (salvo seja!), passei por Londres e ainda dei um saltinho a Paris? Só faltava Madrid, mas parece que essa era um bocadinho mais para baixo. Feitas as contas, dois por dois e continuo no meu caminho para casa, antes de deixar o Zé Toupeira. Esse, calculo que tenha sido o próprio a inventadar. Ninguém no seu perfeito juízo mental o apelidaria assim. Bom, fui por baixo da Avenida João XXI (o que fazia sentido para uma toupeira), segui pela Avenida de Berna, que da última vez era na Suiça, e cheguei à Praça de Espanha. Pareceu-me algo complicado e ia jurar que tive na mesma Praça de Espanha há pouco tempo em Madrid. Mas parece que não. Not today. Deixei o pendura em casa e nessa zona, só o nome tem outro brilho: Benfica. E animam-se as hostes. De volta a casa, apanho a 2.ª Circular (parece que ninguém sabe muito bem onde fica a 1.ª) e atravesso o Campo Grande, que ao que consta, nunca o conheceram por Avenida e por Rua, ainda menos!

Posto isto, finalmente em casa, essa uma bem Lusitana. Faça-se de mal, o menos e o que é facto é que algo, quem sabe apenas a moral, está Back in Town. Mas desta vez, cá. Venham mais.


P.S. Para chegar a Lisboa apanhei a A5, pelo que sei números e letras ainda são universais. E já agora, dava jeito tomarmos uma atitude e fazer o mesmo que o próprio Marquês de Pombal: pôr um ou outro a andar.

An image is worth more than a thousand words.


F.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Love takes off masks that we fear we cannot live without and know we cannot live within."

James A. Baldwin

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pegar na caneta outra vez.

Há coisas que eu hoje em dia, ainda me custa um bocado a perceber. O nome desde blog é uma delas. Isto porque Diários da "Nossa" Paixão me parece um pouco, se não muito, homosexual. Mas também não vale a pena perder muito tempo com isso.
Para quem não tem tido oportunidade, por esta ou por aquela razão (porque podia perfeitamente ter sido por outra), ficam desde já a saber que têm estado uns dias de praia fantásticos, dignos de um Julho, um Agosto ou até mesmo um menos importante Setembro. Diria mesmo que Outubro é o novo Agosto. Mas melhor. (Espero que os senhores do Meu Querido Mês de Agosto não se ponham com ideias, que eu também cá ando e não faço por menos) Ora senão: durante o dia, máximas a rondar os 30º, algo atípico para um suposto pré-Outono. Mínimas de 20º à noite, sempre simpático para jovens casais, grupos de amigos ou almas solitárias irem dar uma volta (ou duas, como seria o caso dos meus amigos XM). As praias têm meia-dúzia de pessoas, o que é sempre bom de saber. Para mim, pelo menos, que vou à praia não para fazer de emplastro social, mas para, efectivamente, aproveitar o que ela tem de melhor. O próprio trânsito está mais suportável, embora os condutores sejam os mesmos e, inevitavelmente, dotes de condução: zero. E o pior é que não consigo perceber muito bem se as pessoas não sabem mesmo ou se não querem mesmo é saber. Qual das duas, a pior.

Mas deixando o trânsito e suas complicações para quem deve, gostava de realçar algo que tenho vindo a notar, já no ramo da música. É impressionante a força que o Electro está a ganhar nesta nossa capital. É algo que tem vindo a "apoderar-se" nos últimos tempos, mas ultimamente tem ganho ainda mais posição num mercado dominado por um pobre e sem interesse comercial. O problema do Electro, na minha opinião, é que não dá para agradar a todos. É um estilo que é muito sensorial e por essa mesma razão consigo perceber o porquê de tantos gostarem e de gostarem tanto. Ontem fui a um bar, de seu nome Mini-Mercado, e estavam lá dois DJ's especializados em Electro. E sendo que já estive em algumas noites dessas, tenho notado um público diferente. Já abrange um leque social diferente e que se começa a ver puxado para estes meios. E fosse eu um bocadinho mais ingénuo ou optimista, diria que estão a tentar educar-se a nível músical. Que estão a tentar conhecer mais, ouvir mais e perceber mais. Diria até que começam a gostar daquilo e que começam a fazer destas noites um hábito. O problema é que eu conheço a minha cidade e as pessoas movem-se por modas. E estas pessoas que eu ultimamente vejo por lá, vão lá por moda e tenho até uma suspeita de que nem sequer gostam daquilo. Mas a sociedade é mesmo assim. E quanto a isso, não há muito a fazer. O que as pessoas às vezes se esquecem e citando um líder nato: "We may have all come on different ships, but we're in the same boat now."

"Elogio dos homens"

Estou a um dia de ir de férias e estava no meu sofá a almoçar e a ler a Maxmen de Julho 2009 (Edição 100). Logo no início começo a ler um artigo da Margarida Rebelo Pinto que, pelo título, me pareceu logo apelativo, afinal de contas, sabe sempre bem receber um elogio de uma mulher inteligente. O facto de ser bonita acaba por ser um complemento naquilo que e´, para mim, um atributo essencial numa mulher: a inteligência.
O inicio do artigo deu-me uma ligeira sensação de Dejá Vu, ainda há coisa de uma semana tinha tido uma conversa sobre o tema com uma amiga. E embora tenha começado de uma maneira bem agradável, comecei a sentir alguma coisa atravessada a meio do artigo. Não deixo de sentir uma certa ironia ao longo do texto e eis a minha opinião:
Parece-me mais que legítimo que uma mulher procure sempre o máximo de atributos positivos num homem. O que me faz uma certa confusão, é como a teoria pode muitas vezes ser tão bem estudada e tão mal aplicada. Acho que podemos desde já descartar a hipótese do homem perfeito ou do dito Príncipe Encantado. É um mito, um sonho ou até um pequeno devaneio de ocasião. Por muitas qualidades que um homem possa ter, é altamento improvável, senão impossível, que possa reunir todas as condições "exigidas" pela mulher. O grande problema está em que tanto para uma mulher, como para um homem, existir um equilibrio claro entre a condição física e a intelectual, é algo muito complicado. Com tão pouca experiência de vida, procuro sempre uma conjugação ideal e devo confessar que é algo que me vai tirando algum alento. Principalmente quando em todo este artigo, está, para mim, o principal problema das mulheres: pensarem de mais. Aquele complicómetro inerente que começo a perceber ter maneiras de actuar diferentes, umas mais subtis que as outras. Há uns tempos estava a ler um artigo na Elle, enquanto esperava para ir fazer uma massagem (o que é para mim um pouco melhor que uma tarde de jolas e tremoços ou um saco de boxe na garagem) e infelizmente (e estupidamente!) acabei por não rasgar a página ou até mesmo anotar a edição, o que confesso ser complicado só com um robe em cima. De qualquer das formas, esse artigo entrava um pouco na área do sexo e da relação homem-mulher, em como as mulheres tendem a procurar tudo e mais alguma coisa num homem e acabam muitas vezes por excluir aqueles que andam lá muito perto, mas que, por um pormenor ou outro, acabam por ser descartados. Acho que o que falta aqui é uma dose de bom-senso. Principalmente quando vivemos numa sociedade em que, na minha opinião, há uma falta muito grande de gente interessante. Não direi inteligente, dou o benefício da dúvida ao modo de expressão.
Não acho complicado haver um homem (e também uma mulher) com um leque muito grande de cartas para dar, quer seja em boa-educação, interesse, charme ou até mesmo no sexo. Mas essas coisas procuram-se, levam tempo e dão trabalho. E mais importante ainda e para uma pessoa que procura longas-relações, se quando entramos e não há escadas para subir e possivelmente cair, então mais vale deixar a porta fechada. Acho que deve ser um príncipio de vida.
É uma realidade triste, mas contornável. O problema é que esta luta vai continuar sempre para um leque de pensadores que acham que pensar muito é sinónimo de pensar bem. E não é.

In Maxmen, Setembro 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

We'll always have Paris

Se este país fosse justo, haveria muita coisa, certamente, que deixaria muito rapidamente de acontecer. Se este país fosse justo, senhores como o Lisandro Lopez (Qual Diego M, qual quê!), ficavam no camarote nos próximos dois ou três jogos, só para perceber bem o meio onde está. Acho que, volta e meia, estes senhores, ditos futebolistas, têm uma espécie de conflito interior, roçando mesmo o carácter imaginário, achando-se então actores de categoria B, num daqueles filmes de muito baixo orçamento e história muito reles. Se este país fosse justo, o nosso querido Primeiro-Ministro estaria mais vezes calado e andavamos todos muito mais felizes. Se este país fosse justo, 80% da população lisboeta era interditada de circular na rotunda do Marquês, acabando então com aquela selva que por ali vai, evitando mortos, amolgadelas, más disposições e hemorragias cerebrais. Se este país fosse justo, andavamos todos muito bem da vida, esquecendo que há 10 anos que estamos em crise, assumindo então uma nova monotonia, mas um bocadinho melhor. Se este país fosse justo, certos filmes seriam proíbidos de entrar em exibição e o senhor de apelido claro, iria produzir para uma pequenina cela, numa cama de pedra e algo mais numa onda de Shawshank Redemption, se assim o aprovesse. Se este país fosse justo, não andariam por aí Cifrões a cantar, contribuindo apenas para a deterioração do canal auditivo e qualquer amostra de cultura ou bom gosto. Da mesma maneira que algumas meninas eram proíbidas de andar na rua, ou pelo menos sem estarem completamente tapadas, para não distrair os devotos maridos ou aplicados trabalhadores. Ou mesmo só para não ficar a imaginar no que seria, consciente, no entanto, que é uma long shot, com grande probabilidade de falhar no alvo. Se este país fosse justo, eu não estava enfiado num escritório, a escrever para meia dúzia de perdidos, sobre rigorosamente nada, com um dia destes lá fora. Mas como diria o nosso amigo Rick, we'll always have Paris.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Perco-me por estes montes

Que viagem esta, vista apenas lá para os 60 nos states, algures num ecrã gigante. Aquele mito dos 2 amigos, país deles fora. Ó mito. Bom, inacreditável, antes de mais, aqueles longos campos, aquelas atípicas árvores, juntas lado a lado, que nem Romeo e Theobald, com o senhor dourado "oculá ao fundo" (como diriam os locais) a "pôr-se", como se pouco, ou nada, tivesse a ver com aquilo. Coisas do senhor do andar de Cima, que gosta de "brincar" um bocadinho, nos tempos livres. Enfim, gozar na nossa cara. E este animal que me vai, como se uma cheetah perseguisse o almoço. Qual fotografia, qual quê, é como se fosse um fast-forward'zito. Não há de ser nada. E os Abba cantavam. E os meninos cantavam, dançavam e falavam e comiam chocolate, como se as obrigações não as existissem. E pelo caminho, algumas vezes, fazia fumo. Coisa estranha. Mas parecia ajudar-nos a ver melhor.
Ja passados esses caminhos, eis estas tantas comunidades, que de portuguesas parecem ter muito, ou muito pouco. Costumes antigos, tradição ao de cima e vamos embora. Isto sim, é vida! Esta saúde e alegria. Esta irmandade, esta entre-ajuda, este conhecimento e esta calma. E o ar, o puro ar. E vez ou outra, uma escapadela de volta à cidade, de volta à metrópole. Mas só à distância e algo sem grande força sonora, algo mais para o escrito. E como aí a vida me continua a sorrir e a dar-me a alegria no dia-a-dia. Mais para a noite, vai ali à Chaminé, dizem que é bom. E é, mas parece que à terça, a feira não baila. Mas vamos ali antes ao centro da questão, pode ser que o bife seja bom. Esquecendo então aquela envenenada cevada, who's the plumber? E voltando ao home-sweet-home, ou quase, vamos então divagar um bocado pela comunidade em rede e ver a parvoíce alheia. E chega-se a uma conclusão que é, no mínimo, brilhante, merecedora de Nobel, ou até entregue directamente "ali" ao Albert'o (aproveitando que estamos na província). Então não é que a louca da vizinha, daquele prédio que já foi demolido, tem um grave problema de distorção? Pois é, parece que já escola era assim, lia tudo ao contrário ou então inventava um bocadinho, até podia ir para realização. Ou psicologia (mais provavelmente esta, dizem que a parte da investigaçao é boa). Coitadinha, tenha em paz a sua alma. Mas também não há de ser nada, os bobos riem-se disto tudo e eles lá sabem. Eu? Perco-me por estes montes...