Se este país fosse justo, haveria muita coisa, certamente, que deixaria muito rapidamente de acontecer. Se este país fosse justo, senhores como o Lisandro Lopez (Qual Diego M, qual quê!), ficavam no camarote nos próximos dois ou três jogos, só para perceber bem o meio onde está. Acho que, volta e meia, estes senhores, ditos futebolistas, têm uma espécie de conflito interior, roçando mesmo o carácter imaginário, achando-se então actores de categoria B, num daqueles filmes de muito baixo orçamento e história muito reles. Se este país fosse justo, o nosso querido Primeiro-Ministro estaria mais vezes calado e andavamos todos muito mais felizes. Se este país fosse justo, 80% da população lisboeta era interditada de circular na rotunda do Marquês, acabando então com aquela selva que por ali vai, evitando mortos, amolgadelas, más disposições e hemorragias cerebrais. Se este país fosse justo, andavamos todos muito bem da vida, esquecendo que há 10 anos que estamos em crise, assumindo então uma nova monotonia, mas um bocadinho melhor. Se este país fosse justo, certos filmes seriam proíbidos de entrar em exibição e o senhor de apelido claro, iria produzir para uma pequenina cela, numa cama de pedra e algo mais numa onda de Shawshank Redemption, se assim o aprovesse. Se este país fosse justo, não andariam por aí Cifrões a cantar, contribuindo apenas para a deterioração do canal auditivo e qualquer amostra de cultura ou bom gosto. Da mesma maneira que algumas meninas eram proíbidas de andar na rua, ou pelo menos sem estarem completamente tapadas, para não distrair os devotos maridos ou aplicados trabalhadores. Ou mesmo só para não ficar a imaginar no que seria, consciente, no entanto, que é uma long shot, com grande probabilidade de falhar no alvo. Se este país fosse justo, eu não estava enfiado num escritório, a escrever para meia dúzia de perdidos, sobre rigorosamente nada, com um dia destes lá fora. Mas como diria o nosso amigo Rick, we'll always have Paris.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Perco-me por estes montes
Que viagem esta, vista apenas lá para os 60 nos states, algures num ecrã gigante. Aquele mito dos 2 amigos, país deles fora. Ó mito. Bom, inacreditável, antes de mais, aqueles longos campos, aquelas atípicas árvores, juntas lado a lado, que nem Romeo e Theobald, com o senhor dourado "oculá ao fundo" (como diriam os locais) a "pôr-se", como se pouco, ou nada, tivesse a ver com aquilo. Coisas do senhor do andar de Cima, que gosta de "brincar" um bocadinho, nos tempos livres. Enfim, gozar na nossa cara. E este animal que me vai, como se uma cheetah perseguisse o almoço. Qual fotografia, qual quê, é como se fosse um fast-forward'zito. Não há de ser nada. E os Abba cantavam. E os meninos cantavam, dançavam e falavam e comiam chocolate, como se as obrigações não as existissem. E pelo caminho, algumas vezes, fazia fumo. Coisa estranha. Mas parecia ajudar-nos a ver melhor.
Ja passados esses caminhos, eis estas tantas comunidades, que de portuguesas parecem ter muito, ou muito pouco. Costumes antigos, tradição ao de cima e vamos embora. Isto sim, é vida! Esta saúde e alegria. Esta irmandade, esta entre-ajuda, este conhecimento e esta calma. E o ar, o puro ar. E vez ou outra, uma escapadela de volta à cidade, de volta à metrópole. Mas só à distância e algo sem grande força sonora, algo mais para o escrito. E como aí a vida me continua a sorrir e a dar-me a alegria no dia-a-dia. Mais para a noite, vai ali à Chaminé, dizem que é bom. E é, mas parece que à terça, a feira não baila. Mas vamos ali antes ao centro da questão, pode ser que o bife seja bom. Esquecendo então aquela envenenada cevada, who's the plumber? E voltando ao home-sweet-home, ou quase, vamos então divagar um bocado pela comunidade em rede e ver a parvoíce alheia. E chega-se a uma conclusão que é, no mínimo, brilhante, merecedora de Nobel, ou até entregue directamente "ali" ao Albert'o (aproveitando que estamos na província). Então não é que a louca da vizinha, daquele prédio que já foi demolido, tem um grave problema de distorção? Pois é, parece que já escola era assim, lia tudo ao contrário ou então inventava um bocadinho, até podia ir para realização. Ou psicologia (mais provavelmente esta, dizem que a parte da investigaçao é boa). Coitadinha, tenha em paz a sua alma. Mas também não há de ser nada, os bobos riem-se disto tudo e eles lá sabem. Eu? Perco-me por estes montes...
Ja passados esses caminhos, eis estas tantas comunidades, que de portuguesas parecem ter muito, ou muito pouco. Costumes antigos, tradição ao de cima e vamos embora. Isto sim, é vida! Esta saúde e alegria. Esta irmandade, esta entre-ajuda, este conhecimento e esta calma. E o ar, o puro ar. E vez ou outra, uma escapadela de volta à cidade, de volta à metrópole. Mas só à distância e algo sem grande força sonora, algo mais para o escrito. E como aí a vida me continua a sorrir e a dar-me a alegria no dia-a-dia. Mais para a noite, vai ali à Chaminé, dizem que é bom. E é, mas parece que à terça, a feira não baila. Mas vamos ali antes ao centro da questão, pode ser que o bife seja bom. Esquecendo então aquela envenenada cevada, who's the plumber? E voltando ao home-sweet-home, ou quase, vamos então divagar um bocado pela comunidade em rede e ver a parvoíce alheia. E chega-se a uma conclusão que é, no mínimo, brilhante, merecedora de Nobel, ou até entregue directamente "ali" ao Albert'o (aproveitando que estamos na província). Então não é que a louca da vizinha, daquele prédio que já foi demolido, tem um grave problema de distorção? Pois é, parece que já escola era assim, lia tudo ao contrário ou então inventava um bocadinho, até podia ir para realização. Ou psicologia (mais provavelmente esta, dizem que a parte da investigaçao é boa). Coitadinha, tenha em paz a sua alma. Mas também não há de ser nada, os bobos riem-se disto tudo e eles lá sabem. Eu? Perco-me por estes montes...
Por onde vais?
Dia saudável o teu. Está algo errado? Sinto aí uma corrente que por engano seguiu caminho diferente e se cruzou com o teu? Pois, não sei, nem é chuva, nem é vento. Falas comigo e parece que não ouves. Ou não lês. Ou como em certa hora, não sentes. Ou simplesmente nao compreendes. Língua diferente? Pois, tu o saberás, eu pouco, ou nada. Ou talvez um bocadinho. Palavras soltas, parece que ligadas por tempos diferentes, trocadas no seu lugar na linha, que de indiana, muito pouco. Sinto-me numa falta de ar, uma necessidade enorme e rebuscada. Coisa estranha. Tu aí! Que fazes, ó monte tão alto, tão sabio e tão vivido. Que fazes tu, nessa pilha de ideias que por aí circulam? Opções e indecisões? Mensagens e nervos e histórias e maçadas. Não percebo. E as meninas entram, de mãos dadas. E os rapazes galam-nas cá de fora, confiantes e divertidos. E elas sorriem e seguem numa correria para a casa de banho, para falar do joão ou do martim.
Enfim. segue o teu caminho. Não esperes por mim, ainda fico.
Enfim. segue o teu caminho. Não esperes por mim, ainda fico.
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