Há coisas que eu hoje em dia, ainda me custa um bocado a perceber. O nome desde blog é uma delas. Isto porque Diários da "Nossa" Paixão me parece um pouco, se não muito, homosexual. Mas também não vale a pena perder muito tempo com isso.
Para quem não tem tido oportunidade, por esta ou por aquela razão (porque podia perfeitamente ter sido por outra), ficam desde já a saber que têm estado uns dias de praia fantásticos, dignos de um Julho, um Agosto ou até mesmo um menos importante Setembro. Diria mesmo que Outubro é o novo Agosto. Mas melhor. (Espero que os senhores do Meu Querido Mês de Agosto não se ponham com ideias, que eu também cá ando e não faço por menos) Ora senão: durante o dia, máximas a rondar os 30º, algo atípico para um suposto pré-Outono. Mínimas de 20º à noite, sempre simpático para jovens casais, grupos de amigos ou almas solitárias irem dar uma volta (ou duas, como seria o caso dos meus amigos XM). As praias têm meia-dúzia de pessoas, o que é sempre bom de saber. Para mim, pelo menos, que vou à praia não para fazer de emplastro social, mas para, efectivamente, aproveitar o que ela tem de melhor. O próprio trânsito está mais suportável, embora os condutores sejam os mesmos e, inevitavelmente, dotes de condução: zero. E o pior é que não consigo perceber muito bem se as pessoas não sabem mesmo ou se não querem mesmo é saber. Qual das duas, a pior.
Mas deixando o trânsito e suas complicações para quem deve, gostava de realçar algo que tenho vindo a notar, já no ramo da música. É impressionante a força que o Electro está a ganhar nesta nossa capital. É algo que tem vindo a "apoderar-se" nos últimos tempos, mas ultimamente tem ganho ainda mais posição num mercado dominado por um pobre e sem interesse comercial. O problema do Electro, na minha opinião, é que não dá para agradar a todos. É um estilo que é muito sensorial e por essa mesma razão consigo perceber o porquê de tantos gostarem e de gostarem tanto. Ontem fui a um bar, de seu nome Mini-Mercado, e estavam lá dois DJ's especializados em Electro. E sendo que já estive em algumas noites dessas, tenho notado um público diferente. Já abrange um leque social diferente e que se começa a ver puxado para estes meios. E fosse eu um bocadinho mais ingénuo ou optimista, diria que estão a tentar educar-se a nível músical. Que estão a tentar conhecer mais, ouvir mais e perceber mais. Diria até que começam a gostar daquilo e que começam a fazer destas noites um hábito. O problema é que eu conheço a minha cidade e as pessoas movem-se por modas. E estas pessoas que eu ultimamente vejo por lá, vão lá por moda e tenho até uma suspeita de que nem sequer gostam daquilo. Mas a sociedade é mesmo assim. E quanto a isso, não há muito a fazer. O que as pessoas às vezes se esquecem e citando um líder nato: "We may have all come on different ships, but we're in the same boat now."
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