O inicio do artigo deu-me uma ligeira sensação de Dejá Vu, ainda há coisa de uma semana tinha tido uma conversa sobre o tema com uma amiga. E embora tenha começado de uma maneira bem agradável, comecei a sentir alguma coisa atravessada a meio do artigo. Não deixo de sentir uma certa ironia ao longo do texto e eis a minha opinião:
Parece-me mais que legítimo que uma mulher procure sempre o máximo de atributos positivos num homem. O que me faz uma certa confusão, é como a teoria pode muitas vezes ser tão bem estudada e tão mal aplicada. Acho que podemos desde já descartar a hipótese do homem perfeito ou do dito Príncipe Encantado. É um mito, um sonho ou até um pequeno devaneio de ocasião. Por muitas qualidades que um homem possa ter, é altamento improvável, senão impossível, que possa reunir todas as condições "exigidas" pela mulher. O grande problema está em que tanto para uma mulher, como para um homem, existir um equilibrio claro entre a condição física e a intelectual, é algo muito complicado. Com tão pouca experiência de vida, procuro sempre uma conjugação ideal e devo confessar que é algo que me vai tirando algum alento. Principalmente quando em todo este artigo, está, para mim, o principal problema das mulheres: pensarem de mais. Aquele complicómetro inerente que começo a perceber ter maneiras de actuar diferentes, umas mais subtis que as outras. Há uns tempos estava a ler um artigo na Elle, enquanto esperava para ir fazer uma massagem (o que é para mim um pouco melhor que uma tarde de jolas e tremoços ou um saco de boxe na garagem) e infelizmente (e estupidamente!) acabei por não rasgar a página ou até mesmo anotar a edição, o que confesso ser complicado só com um robe em cima. De qualquer das formas, esse artigo entrava um pouco na área do sexo e da relação homem-mulher, em como as mulheres tendem a procurar tudo e mais alguma coisa num homem e acabam muitas vezes por excluir aqueles que andam lá muito perto, mas que, por um pormenor ou outro, acabam por ser descartados. Acho que o que falta aqui é uma dose de bom-senso. Principalmente quando vivemos numa sociedade em que, na minha opinião, há uma falta muito grande de gente interessante. Não direi inteligente, dou o benefício da dúvida ao modo de expressão.
Não acho complicado haver um homem (e também uma mulher) com um leque muito grande de cartas para dar, quer seja em boa-educação, interesse, charme ou até mesmo no sexo. Mas essas coisas procuram-se, levam tempo e dão trabalho. E mais importante ainda e para uma pessoa que procura longas-relações, se quando entramos e não há escadas para subir e possivelmente cair, então mais vale deixar a porta fechada. Acho que deve ser um príncipio de vida.
É uma realidade triste, mas contornável. O problema é que esta luta vai continuar sempre para um leque de pensadores que acham que pensar muito é sinónimo de pensar bem. E não é.
In Maxmen, Setembro 2009

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